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Boletim
do Centro de Design do Paraná - número 20 - Julho 2001
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Empresa atendida pelo Centro de Design é notícia | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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Montana dobra seu faturamento com parceria Eduardo
Goulart * Uma indústria de porte médio, fabricante de pulverizadores agrícolas, conseguiu uma evolução de qualidade ao projetar e desenvolver um novo produto em parceria com o Centro de Design do Paraná. O resultado desta aliança resultou num aumento de quase 100% no faturamento da Montana Indústria de Máquinas Ltda., de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que passou de R$ 23 milhões anuais para R$ 45 milhões em 2001, com acréscimo de apenas 16 pessoas ao seu quadro de 150 trabalhadores. Hoje a indústria aceita encomendas somente para janeiro de 2002 em diante. Tudo começou em novembro de 1999, quando a Montana, então com três anos de atuação no mercado, entrou em contato com o Centro de Design para o desenvolvimento de um projeto específico: o do pulverizador automotriz. Com experiência na produção de mais de 40 modelos de equipamentos, desde os portáteis até os puxados por trator, a indústria resolveu atender aos produtores agrícolas que começavam a importar pulverizadores autopropelidos. O protótipo, com lançamento previsto para maio de 2000, ficou pronto no prazo e a tempo de participar da Agrishow, importante mostra especializada, que é realizada em Ribeirão Preto (SP). Desde
então, "o trator mais caro do mercado e o melhor trator do
mercado", como especificava a propaganda inicial da encomenda, passou
não apenas a aumentar o faturamento da indústria, mas a
exigir aumento da planta industrial e a disputar uma corrida contra o
tempo para atender às encomendas. "Construímos um novo
barracão, fizemos uma nova linha de montagem e uma nova cabine
de pintura, contratando apenas mais 16 pessoas. Passamos de um faturamento
médio de R$7 mil por máquina para R$ 200 mil com o novo
pulverizador", comemora o gerente comercial Carlos Magno do Amaral.
"Ao mesmo tempo em que nacionalizamos uma demanda, substituímos
importação", comenta. Os produtores de soja, milho e algodão são os maiores clientes da nova máquina, batizada de "Parruda", que substitui a pulverização aérea de agrotóxicos e de fertilizantes. "Na pulverização dos algodoeiros, nosso trator não machuca a maçã do algodão", informa Amaral, Segundo ele, antes da produção da "Parruda" este serviço somente podia ser feito pela pulverização com aviões. Com regulagem hidráulica, abana de aspersão da automotriz pode subir a 2,20 metros. A indústria tem capacidade de produzir 100 unidades por ano. A produção dos próximos seis meses já está vendida. * Gazeta Mercantil - Caderno Paraná ( 3 de Julho de 2001 ) |
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