
Aconteceu no dia 19 de outubro, em Brasília, o II Encontro de Planejamento Estratégico do Programa Brasileiro do Design (PBD). O evento reuniu aproximadamente 80 pessoas de todo o Brasil, incluindo representantes do Governo, de instituições de fomento, do setor produtivo, de profissionais e instituições do design e de representantes da área acadêmica.
A programação da reunião começou com uma apresentação de três documentos, elaborados pelo Centro de Design Paraná sob encomenda dos promotores do evento, o Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Os documentos são um panorama nacional e internacional das ações de design, além de outro que apresenta as demandas por design no setor produtivo brasileiro.
Em seguida foram formados grupos de discussão por assunto – Promoção, Suporte e Educação. Ao final foi produzida uma lista de sugestões para o PBD. De acordo com o que foi informado no encontro, a continuidade dos trabalhos será retomada somente em 2007, quando a composição de cargos no âmbito do MDIC for definida no novo mandato presidencial.
Na avaliação do superintendente do Centro de Design, Geraldo Pougy, o resultado do encontro poderia ter sido mais proveitoso. “O grupo reunido era muito representativo do design nacional, mas o documento final poderia ter sido mais propositivo. Talvez isso seja fruto de uma certa falta de prática política de todos nós”, observa.
Para Marcos Rocha, presidente da Associação de Designers de Produto – ADP, a iniciativa foi excelente, mas a inexistência de um documento final deixou a desejar. “A primeira impressão positiva foi pela quantidade e qualidade de pessoas reunidas. Havia representantes do país inteiro, o que é fundamental para se elaborar uma política nacional de design. Outro fato positivo foi a diversidade de visões. Entretanto, acredito que seria necessário um tempo maior para burilar as propostas. Por conta dessa correia, o resultado foi um amontoado de idéias e isso não me agradou”, afirma Rocha.
Segundo Cyntia Malaguti, consultora do Design Excellence Brazil, o evento deveria ter uma programação de pelo menos dois dias para que as propostas tivessem mais profundidade. “Ficou na superfície. Talvez pelo pouco tempo e pela pouca oportunidade de interação”, avalia. Ela elogia a abrangência do grupo de pessoas presentes e a qualidade dos documentos preparados previamente como subsídios para o debate. “Minha proposta é que no início do ano o Governo monte grupos de trabalho de menor porte para aprofundar as sugestões”.
De acordo com Gláucia Binda, gerente de marketing e produto da Impress Decor Brasil, a reunião foi válida por ter agregado empresas da iniciativa privada. “Foi um passo adiante que o encontro tenha reunido a ótica de diversas indústrias. Talvez pudesse ter sido melhor se houvesse um coordenador para cada grupo de discussão e mais tempo para os debates de tantos assuntos importantes”.
O Centro de Design foi representado por Geraldo Pougy e pela coordenadora de projetos Deborah Miasaki.
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